ganância
(ávido + -ez)
No final não passaram de sonhos, vontades, desejos… não eram nada além disso. Não eram a felicidade, não eram a resposta, o caminho certo, a coisa certa. Não eram nada além de sonhos.
Movem o mundo, movem montanhas, unem e criam barreiras. São apenas sonhos. Sonhos que misturados ao poder, à ganância e à inveja, continuam sendo apenas sonhos. Mas destroem tantos corações, tantas vidas, tantas pessoas inocentes e despreparadas. E nada mais são do que sonhos.
Por isso não paro de sonhar, sonhos pequenos. Pois a régua que mediu como pequeno o meu sonho, mede sua ganância como necessária, como consequência de algo que você alega não poder controlar. Sua régua apenas lhe serve como máscara e escudo. Se defende com ela pois sua humildade já foi massacrada e não lhe serve mais como arma. Essa sim, arma. Pois fere muito mais do que é possível sentir. Muito mais do que é consciente.
Sorrisos, abraços, carinhos… satisfação, alegria, amor… são meus sonhos pequenos. São tão pequenos que sonho todos os dias. Mesmo tendo realizado o meu sonho, não me satisfaço. Essa é a minha ganância.